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Congresso e governos estaduais · Como funciona

Como o seu voto para deputado vira uma cadeira

Em quatro passos, e por que alguém com mais votos pode ficar de fora enquanto outra pessoa, com menos, se elege.

Você vota em uma pessoa, mas o voto conta primeiro para o partido dela. As cadeiras são divididas entre os partidos conforme os votos de cada um. Dentro de cada partido, ficam com os candidatos mais votados.

Vamos a um estado imaginário com 10 cadeiras e 1 milhão de votos válidos, disputado por cinco legendas. “Legenda” é o nome para um partido que concorre sozinho ou para uma federação, que concorre como se fosse um partido só.

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Quanto “custa” uma cadeira

Divida os votos válidos pelo número de cadeiras. O resultado é o quociente eleitoral: votos por cadeira.

Votos válidos são os dados a um candidato ou só ao número do partido (o “voto de legenda”). Brancos e nulos não entram na conta.

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Cada legenda leva uma cadeira para cada quociente completo

Divida os votos de cada legenda pelo quociente e descarte a fração. Esse é o quociente partidário. Cada bloco cheio abaixo vale uma cadeira; a parte clara é a sobra.

Para ocupar uma dessas vagas, o candidato precisa ter tido pelo menos 10% do quociente sozinho.

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As cadeiras que sobram vão para as maiores médias

Regras de 2026: nesta etapa só disputam as legendas que tiveram pelo menos 80% do quociente, e o candidato que assume precisa ter pelo menos 20% dele. Se ainda sobrarem cadeiras, todas as legendas disputam pela mesma média (decisão do STF de 2024).

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Quem senta nas cadeiras

Dentro de cada legenda, as vagas vão para os candidatos mais votados, em ordem.

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Mexa nos votos e veja as cadeiras mudarem.

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Perguntas rápidas

E o “puxador de votos”?

Quem tem muito mais votos que o quociente garante várias cadeiras para a legenda. Os votos que passam do necessário para elegê-lo ajudam a eleger colegas da mesma lista, mesmo com pouca votação. Desde 2021, o colega precisa ter ao menos 10% do quociente.

Ainda existem coligações?

Para deputado e vereador, não, desde 2020. Em 2022 surgiram as federações: partidos que se unem por pelo menos 4 anos e atuam como um só, também no Congresso. Para governador, senador e presidente, as coligações continuam permitidas.

O voto de legenda vale?

Vale para a legenda: soma no cálculo das cadeiras, mas não ajuda nenhum candidato específico a subir na lista.

E o Senado?

O Senado usa outra regra, a majoritária: vence quem tem mais votos. Em 2026, cada estado elegeu 2 senadores e cada eleitor votou em 2 nomes.

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